Reunião ainda contou com apresentação da Associação Nacional dos Negócios de Impacto Socioambiental
*Com informações de MDIC
**Foto de capa: Júlio César Silva (MDIC)
O Sistema Nacional de Economia de Impacto (Simpacto) completou um ano no último dia 19 com perspectivas de expansão, como mostrou o balanço apresentado na 26ª Reunião Trimestral do Comitê Nacional de Economia de Impacto, realizada no último dia 26 de junho, e pela reunião dos integrantes do Simpacto, realizada no dia 27 de junho.
“Estou muito feliz de constatar, transcorrido o prazo de um ano, que temos seis estados da federação com estratégias estaduais de economia de impacto instituídas com inspiração na nossa estratégia nacional”, afirmou o secretário interino de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Lucas Ramalho.
Além dos quatro estados que já integram o Simpacto (Alagoas, Ceará, Espírito Santo e Rio Grande do Norte) por meio de Acordo de Cooperação com o MDIC, outros dois regulamentaram incentivos a negócios e investimentos de impacto em âmbito local nos últimos meses. O Rio de Janeiro publicou decreto sobre o assunto em 25 de maio (Confira aqui) e o Pará fez o mesmo na última terça-feira, 24 de junho (Confira aqui).
“A decisão do Pará é de grande importância, não só por ser o primeiro estado da região Norte a incentivar negócios de impacto, mas por ser a sede da COP 30, que vai ser palco do maior evento climático do mundo”, ressaltou Ramalho. “Sem dúvida, essa será uma grande oportunidade de apresentarmos nosso ecossistema de impacto para investidores e para a comunidade internacional”, complementou.
O balanço do Simpacto mostrou ainda que, em um ano, os estados que já participam do sistema apresentaram 44 ações em consonância com o Plano Decenal. Dessas, 36 estão em fase de realização, quatro foram concluídas e outras quarto serão executadas.
Representatividade
A reunião periódica do Comitê contou ainda com a apresentação da Associação Nacional dos Negócios de Impacto Socioambiental (Annis), criada entre empreendedores da área, com o objetivo de promover e fortalecer o ecossistema.
“Esse é um ator novo do ecossistema com um potencial enorme para articular toda essa rede de empreendimentos de impacto”, argumentou Ramalho.
A Annis pretende fazer a articulação nacional de redes locais e fortalecer iniciativas de diversidade, periféricas e de base comunitária, além de fomentar inclusão produtiva, sustentabilidade e inovação social.
Por fim, também foi apresentada a Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável (ENCP), uma iniciativa do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) que busca transformar as contratações realizadas pelo setor público em instrumentos efetivos de desenvolvimento sustentável econômico, social e ambiental. Confira a ENCP aqui.