Documento reúne referências nacionais e internacionais, apresenta perfis e papéis dos agentes do ecossistema e propõe uma reflexão sobre os caminhos para ampliar a agenda de impacto no país.
A Aliança pelo Impacto lançou a Nota Conceitual “Economia de impacto: o caminho para garantir nosso futuro”, documento que busca contribuir para o debate sobre a construção de uma economia capaz de incorporar a geração de valor socioambiental às decisões econômicas e financeiras.
Resultado de uma pesquisa apoiada por uma bibliografia de referências nacionais e internacionais, a publicação procura organizar conceitos, atores e possibilidades de atuação dentro da chamada economia de impacto. A proposta é também estimular organizações e indivíduos a refletirem sobre o papel que podem desempenhar na consolidação dessa agenda no Brasil.
Entre as referências utilizadas estão o GSG Impact, organização internacional dedicada ao avanço do investimento e da economia de impacto, e a Estratégia Nacional de Economia de Impacto (Enimpacto), política pública brasileira voltada ao fortalecimento do ecossistema de negócios de impacto e suas diferentes formas de financiamento e atuação.
Quatro perfis e nove papéis
Um dos pontos abordados pela nota é a identificação de quatro perfis de agentes que integram o sistema de economia de impacto e dos nove papéis que podem ser exercidos pelo ecossistema brasileiro.
A abordagem parte da compreensão de que a consolidação da economia de impacto não depende de um único tipo de organização ou de uma categoria específica de atores. Empresas, investidores, governos, instituições financeiras, organizações da sociedade civil, fundações, universidades e outros agentes podem contribuir de diferentes maneiras para que soluções voltadas à geração de impacto socioambiental tenham condições de se desenvolver.
Nesse sentido, a publicação propõe uma leitura sistêmica da agenda, buscando identificar como diferentes atores podem atuar e se conectar para ampliar a geração de valor socioambiental.
O custo de não agir
A nota também chama atenção para os custos associados à não incorporação dessa agenda pelas organizações e pelo ecossistema econômico. O documento aborda três dimensões desse custo: estratégica, de oportunidade e operacional.
A perspectiva estratégica está relacionada à necessidade de compreender transformações que já afetam modelos econômicos e de negócios. O custo de oportunidade, por sua vez, envolve deixar de aproveitar possibilidades associadas à inovação, ao desenvolvimento de soluções e à criação de novos mercados. Já a dimensão operacional está relacionada aos impactos que a ausência dessa perspectiva pode trazer para a atuação cotidiana das organizações.
A discussão busca, assim, deslocar a economia de impacto de uma agenda restrita a determinados setores e colocá-la como parte de uma transformação mais ampla na forma como organizações e agentes econômicos tomam decisões.
Uma agenda para diferentes atores
Ao apresentar diferentes caminhos de participação, a Nota Conceitual procura reforçar que a economia de impacto depende da articulação entre diferentes setores.
A agenda envolve desde negócios que desenvolvem soluções para desafios socioambientais até investidores e instituições financeiras que direcionam recursos, passando por governos responsáveis por políticas públicas e regulação, empresas que podem incorporar soluções de impacto às suas cadeias e organizações que atuam na mobilização, formação e fortalecimento do ecossistema.
A publicação também busca contribuir para que cada organização identifique possibilidades concretas de participação nessa agenda, considerando sua posição, suas capacidades e as relações que estabelece com outros atores.
A elaboração da Nota Conceitual contou com apoio de conhecimento do Instituto Helda Gerdau e apoio técnico da Impacta Finanças Sustentáveis.
A publicação está disponível para leitura e download no site da Aliança pelo Impacto. Acesse a Nota Conceitual “Economia de impacto: o caminho para garantir nosso futuro”
