É o fim das ONGs?

17 de fevereiro de 2020

Por Daiany França Saldanha


Quando comecei este texto planejava escrever sobre outro assunto, mas preciso compartilhar com vocês algumas inquietações.

Em tempos de startups e negócios de impacto, parece que se esqueceram de quem há várias e várias décadas trabalha para impactar positivamente a nossa sociedade. Estou falando das Organizações da Sociedade Civil, ou como foram conhecidas por longos anos, as ONGs.

Foram as ONGs que trouxeram visibilidade e importância aos grandes problemas sociais e ambientais da nossa sociedade. Fizeram isso quando ainda não era algo cool.

Não vou aqui fazer um resgate histórico das ONGs no Brasil, é matéria para outro momento, mas gostaria que refletíssemos sobre as perguntas abaixo:

  • Por que somente as ONGs precisam aprender com os modelos de negócios das startups sociais?
  • Será que os modelos corporativos cabem para todas as ONGs, causas e iniciativas sociais?
  • Será que os negócios de impacto são tão superiores ao ponto de quem não têm nada para aprender com as ONGs?
  • Não há mais espaço para as iniciativas sem fins lucrativos?
  • Só se mantém sustentável quem lucra?
  • As ONGs precisam mesmo repensar seus “modelos de negócios”? Torna-se um negócio 2.5 é o único caminho viável?
  • É o fim das ONGs?

Como podem ver, as inquietações são inúmeras. O que vocês pensam a respeito? Seria muito rico debater essas questões com vocês.

Publicado por:
Daiany França Saldanha

Cearense, mulher negra e gestora de projetos sociais e educacionais, com ênfase em colaboração e articulação de redes temáticas, gestão de voluntariado e formação de gestores e educadores. Fundadora e atual presidente do Instituto Esporte Mais e gerente do projeto Construindo O Futuro.