Encontro online, em 18 de setembro, marca o lançamento de nova nota conceitual da organização e debate como transformar a agenda de impacto socioambiental em resultados de longo prazo.
A economia de impacto vem ganhando espaço na agenda de governos, empresas, investidores e organizações da sociedade civil, mas ainda enfrenta desafios para consolidar modelos capazes de gerar resultados socioambientais duradouros. Para discutir esse cenário, a Aliança pelo Impacto promove, no dia 18 de setembro, às 9h, um encontro online para apresentar sua nova nota conceitual e discutir os desafios e oportunidades para o desenvolvimento dessa economia no Brasil.
O encontro parte de uma questão central: como transformar o entendimento crescente sobre a importância dos impactos social e ambiental nas decisões econômicas em mudanças capazes de produzir resultados de longo prazo?
Embora ainda não exista uma definição única para economia de impacto, diferentes organizações e iniciativas convergem em torno de uma ideia comum: a incorporação da geração de valor social e ambiental de longo prazo às decisões econômicas e financeiras.
Essa perspectiva aparece em diferentes abordagens de organizações como GSG Impact, McKinsey, UBS e também na Estratégia Nacional de Economia de Impacto (Enimpacto), do governo federal. Mais do que uma tendência associada a determinados setores, a economia de impacto vem sendo compreendida como uma mudança na forma como recursos, negócios e políticas públicas podem contribuir para enfrentar desafios sociais e ambientais.
Uma agenda que ganhou força com a emergência climática
A agenda de impacto também passou por mudanças nos últimos anos. Se inicialmente esteve fortemente associada à busca por soluções para problemas sociais, a urgência da crise climática ampliou seu campo de atuação e aproximou diferentes agendas.
Nesse contexto, negócios de impacto, investidores, governos, instituições financeiras, empresas, fundações, universidades e organizações da sociedade civil passaram a ocupar diferentes posições dentro desse ecossistema.
A atuação não se limita ao investimento financeiro. Os diferentes atores podem contribuir por meio da compra de soluções, produção e desenvolvimento de tecnologias e serviços, formulação e implementação de políticas públicas, regulação, advocacy, mensuração de impacto, doação, dinamização de ecossistemas e capacitação.
Um mesmo ator também pode exercer mais de uma dessas funções, dependendo de sua atuação e de sua relação com o ecossistema.
O desafio de transformar intenção em impacto duradouro
É nesse contexto que a Aliança pelo Impacto pretende colocar em discussão os próximos passos para o campo.
O debate proposto pela organização parte do reconhecimento de que diferentes atores já compreendem a importância de incorporar aspectos sociais e ambientais às decisões econômicas. A questão, agora, é identificar o que ainda falta para que esse entendimento se traduza em soluções, investimentos, políticas e modelos de negócios capazes de gerar impacto socioambiental perene.
A nova nota conceitual da Aliança pelo Impacto será apresentada durante o encontro e servirá como ponto de partida para a conversa com integrantes do ecossistema.
A proposta é discutir não apenas se diferentes atores fazem parte da economia de impacto, mas também qual papel cada um já exerce — e quais outros papéis pode assumir para fortalecer esse campo.
Encontro será realizado online
O debate será realizado no dia 18 de setembro, às 9h, em formato online, pela plataforma Google Meet.
As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pela página do evento. Inscreva-se no evento






