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Documentário “O Canto do Rio” estreia no Cinema São Luiz e evidencia resistência de comunidades do Pontal de Maracaípe

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Sessão no Recife acontece em 28 de março e conecta luta territorial à economia azul e à defesa dos bens naturais

Foto de capa: DOMAR

Após pré-estreia em Ipojuca, o documentário O Canto do Rio chega ao Cinema São Luiz, no Recife, com sessão especial marcada para o dia 28 de março (sábado), às 16h. A exibição será seguida por uma roda de conversa com o público.

Mais do que um registro audiovisual, o filme constrói uma narrativa sobre resistência. Ambientado no Pontal de Maracaípe, o documentário acompanha o cotidiano e a luta de comunidades tradicionais que enfrentam processos de privatização dos territórios e a construção de barreiras físicas que impactam diretamente seus modos de vida.

Foto: DOMAR

A história é conduzida a partir das vivências de lideranças locais como Leninha, Betinho e Ana Paula, que se tornaram símbolos da defesa coletiva do território. Suas trajetórias revelam não apenas a disputa por espaço, mas também a preservação de saberes, práticas e relações históricas com o ambiente costeiro.

Território, cultura e economia azul

Ao trazer essas vozes para o centro da narrativa, O Canto do Rio amplia o debate sobre o direito ao território e à cidade, evidenciando como comunidades tradicionais desempenham um papel estratégico na conservação dos ecossistemas costeiros, base fundamental da chamada economia azul.

Foto: DOMAR

Nesse contexto, a proteção dos manguezais, rios e áreas costeiras do Pontal de Maracaípe não é apenas uma pauta local, mas um elemento essencial para modelos de desenvolvimento que conciliem geração de renda, equilíbrio ambiental e justiça social. A atuação dessas comunidades revela caminhos possíveis para uma economia que valoriza o uso sustentável dos recursos naturais e o protagonismo dos territórios.

Produção coletiva e narrativa territorial

O documentário foi construído de forma colaborativa, reunindo profissionais do audiovisual comprometidos com narrativas sociais e de interesse público. A direção e o roteiro são assinados por Rostand Costa, enquanto a direção de fotografia é de Domar, responsável pela estética visual que traduz a relação entre território, natureza e resistência.

Foto: DOMAR

A sessão no Recife integra uma programação que inclui a exibição dos curtas Exilia (2015), de Renata Claus — que acompanha o reencontro entre antigas vizinhas na Ilha de Tatuoca — e Xapiri (2012), de Leandro Lima, que mergulha na cosmologia indígena e na conexão entre os espíritos da floresta e o mundo humano. Após as exibições, haverá uma roda de conversa com o público.