Observatório da Filantropia e do Investimento Social Privado é lançado na tarde de hoje (30) e já conta com participação de mais de 300 organizações. Como um hub de conhecimento, OFISP é criado pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) – em parceria com instituto nacional de pesquisa e universidades – reunindo dados, estudos e memória para fortalecer campo e ampliar cultura de doação no Brasil.
O Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) – em uma articulação inédita com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia “Transformações da Participação, do Associativismo e do Confronto Político” (INCT Participa) – lançou, na tarde desta terça-feira (30), o Observatório da Filantropia e do Investimento Social Privado (OFISP). Como um hub colaborativo, o OFISP nasce para reunir, organizar e disseminar informações sobre o setor. O objetivo é democratizar o acesso ao conhecimento e aproximar academia, organizações da sociedade civil e especialistas, contribuindo para o fortalecimento da filantropia e da cultura de doação no país.
Em formato de plataforma digital, o Observatório reúne dados, pesquisas, artigos científicos e um acervo histórico. A proposta é oferecer conteúdos que apoiem tanto a produção acadêmica quanto a formulação de políticas públicas e a tomada de decisão por organizações que atuam com filantropia e ISP, contribuindo para um ecossistema ainda mais transparente, articulado e qualificado.
“O propósito do OFISP é fomentar a comunhão entre os conhecimentos prático e acadêmico sobre o setor. É um encontro de saberes, sem hierarquia, que devem estar em função do fortalecimento da democracia e da redução das desigualdades em nosso país”, destacou o secretário-geral do GIFE, Cassio França, durante a apresentação do Observatório. O lançamento, em formato híbrido, contou com a presença do coordenador do INCT Participa, Adrian Lavalle, e de representantes das instituições parceiras do OFISP, além de associados ao GIFE.
“O Observatório é uma iniciativa muito promissora, que pode nos ajudar a pensarmos em estratégias e políticas mais gerais para a ampliação do potencial da filantropia e do Investimento Social Privado no país, contribuindo para a estruturação e reconfiguração da sociedade civil brasileira”, enfatizou Lavalle.
“Mais do que uma plataforma, o OFISP é uma rede que atua de forma contínua e colaborativa na produção, sistematização e disseminação de conhecimento sobre o campo”, detalhou a coordenadora de Conhecimento do GIFE, Patrícia Kunrath. Segundo ela, a expectativa é que o Observatório se consolide como uma espécie de atlas da filantropia e do Investimento Social Privado brasileiro, tornando-se referência nacional para a convergência de pesquisas, análises e o aprimoramento de iniciativas filantrópicas e de Investimento Social Privado.
Governança colaborativa e atuação contínua
Antes mesmo do lançamento, o OFISP já contava com a participação de mais de 300 organizações que atuam com filantropia e Investimento Social Privado. Com uma governança compartilhada, a plataforma conecta organizações, pesquisadores e universidades, oferecendo informações diversas, como áreas de atuação, localização das organizações e redes das quais essas instituições participam.
O Observatório conta também com a parceria do Grupo de Estudos de Modelos de Apoio à Ciência (Gema Filantropia) da Universidade de São Paulo (USP) e o apoio do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), do Fundo de Fomento à Filantropia e do Instituto Pensi. O OFISP reúne, ainda, parcerias com instituições como Comunitas, Plataforma Conjunta, Rede Comuá, Grupo de Pesquisa Associativismo, Contestação e Engajamento (GPACE/UFRGS), Instituto Beja, Instituto Phi, Movimento por uma Cultura de Doação e Iniciativa Pipa.
“O ISP e a filantropia precisam orientar suas decisões com base em evidências. Compreender seus desafios, potencialidades e impactos a partir de pesquisas produzidas por universidades e organizações da sociedade civil é fundamental para ampliar a contribuição do setor nesta missão maior de fortalecimento da democracia como condição para a redução das desigualdades no país”, reforça o secretário-geral do GIFE, Cassio França.
