Iniciativa viabilizada pelo Edital de Resíduos Eletrônicos da Entidade Administradora da Faixa (EAF) alia sustentabilidade, inclusão social e geração de renda no Nordeste.
Em cerimônia realizada na última sexta-feira (6), em João Pessoa (PB), 116 coletores de resíduos eletrônicos concluíram a primeira etapa de formação do projeto Catador Digital, iniciativa que fortalece a economia circular e amplia oportunidades de inclusão produtiva no estado. A ação é financiada pela EAF (Entidade Administradora da Faixa), por meio do Edital de Resíduos Eletrônicos, e contou com a presença do Ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, e da CEO da EAF, Gina Marques.
O Catador Digital promove educação ambiental, capacitação técnica e geração de renda para catadores e cooperativas, qualificando profissionais para o manejo, separação e destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (REEE). O projeto é realizado pela REEECicle, em parceria com o Instituto de Inovação e Economia Circular do Brasil (IEC-Brasil), e integra o conjunto de iniciativas selecionadas no edital da EAF voltado à gestão responsável de resíduos no Nordeste.

Com a formação, os participantes passam agora a atuar de forma mais segura, eficiente e valorizada na cadeia da reciclagem, contribuindo para a redução de impactos ambientais e para o fortalecimento da renda local.
Durante a cerimônia de formatura, o Ministério das Comunicações também anunciou a doação de computadores para cooperativas de catadores da região, ampliando o acesso à tecnologia e à inclusão digital. “Estamos falando de inclusão digital com impacto direto na vida das pessoas. Esse curso valoriza o trabalho dos catadores, amplia oportunidades e mostra que tecnologia e sustentabilidade caminham juntas”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
O projeto Catadores Digital seguirá em execução ao longo de 2026, com cronograma estadual que avança pelo Agreste da Paraíba, em fevereiro, e pelas regiões do Brejo, Zona da Mata e Litoral, em março.
Transformação de resíduos em oportunidades
O Edital de Resíduos Eletrônicos da EAF, que financiou o Catador Digital, é uma iniciativa ligada ao programa Siga Antenado, responsável pela substituição de antenas parabólicas por antenas digitais em mais de 5 milhões de domicílios em todo o país, e foi criado para expandir soluções sustentáveis no Nordeste. As ações selecionadas devem beneficiar cerca de 50 cidades nos estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Para a CEO da EAF, Gina Marques, a iniciativa deixa um legado que vai além da conectividade: “O trabalho com os catadores é essencial para fortalecer a economia circular, um modelo em que todos ganham. Nosso objetivo é ampliar esse projeto ao longo de 2026, levando capacitação, geração de renda e sustentabilidade para cada vez mais pessoas”, afirmou.
Gina Marques acrescentou que, já em março, o programa dará início a um novo processo de capacitação, com a abertura de novas turmas em diferentes regiões do país.
Transparência e resultados
O conjunto de iniciativas financiadas pela EAF, como o projeto Catador Digital, é desenvolvido com o acompanhamento do GAISPI, grupo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) responsável por zelar pela implementação das obrigações do Leilão do 5G no país, executadas pela entidade.
Para Edson Holanda, conselheiro da Anatel e presidente do órgão, iniciativas como essa exemplificam como os recursos empregados podem gerar impactos sociais concretos. “Acompanhamos as etapas das atividades desenvolvidas pela EAF para assegurar que os recursos se traduzam em benefícios reais à população. O Catador Digital é o resultado prático dessa atuação aliada ao compromisso social, transformando a gestão de resíduos eletrônicos em uma ferramenta de inclusão digital e de geração de renda na Paraíba”, afirma.
Edital de Gestão de Resíduos Eletrônicos da EAF
A EAF destinou cerca de R$ 1 milhão para 10 projetos selecionados pelo edital de gestão de resíduos eletrônicos. As iniciativas promovem economia circular, educação ambiental e gestão responsável.
Os projetos foram classificados em três faixas de premiação — até R$ 400 mil, R$ 100 mil e R$ 50 mil — e devem ser executados em até cinco meses.






