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A revolução da inovação social com a inclusão de pessoas trans e travestis no mercado de trabalho

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Em 29 de janeiro, é celebrado o Dia Nacional da Visibilidade Trans. A data marca um mês de luta e orgulho por mudanças estruturais em espaços públicos e privados, visando à inclusão e a ações de equidade de gênero para as pessoas trans e travestis, que enfrentam um longo período de desigualdades sociais.  

Por Judá Nunes

Estamos imersos em uma era de rápidas transformações, no cenário profissional, influenciadas por poderosas forças de mudança nos âmbitos ambiental, social e de governança, conhecidas pela sigla ESG. Nesse contexto dinâmico – marcado por avanço tecnológico, efeitos das mudanças climáticas e incessantes alterações na perspectiva sobre produção, emprego e fontes de receitas –, é imperativo destacar a importância do elemento humano como o epicentro deste novo paradigma de existência.

A busca por um mundo mais justo e igualitário é uma responsabilidade que cabe a todas as pessoas. As empresas, porém, enquanto agentes sociais e econômicos, desempenham um papel crucial nesse processo, pois têm a capacidade de promover uma cultura do trabalho mais diversa, inclusiva e respeitosa.

Diante desse panorama em constante evolução, é crucial não apenas reconhecer – como também promover ativamente – a integração do fator humano como peça fundamental desse novo estilo de vida. Em um mundo movido por mudanças tão profundas, devemos nos perguntar como podemos não só acompanhar, mas liderar essa transformação.

O desafio vai além, alcançando esferas ainda mais sensíveis, como a igualdade de gênero, a inclusão de pessoas trans e travestis no mercado de trabalho e a construção de uma cultura inclusiva.

Em 29 de janeiro, celebramos o Dia Nacional da Visibilidade Trans, uma data que surgiu em 2004, quando o Ministério da Saúde lançou a campanha “Travesti e Respeito: já está na hora dos dois serem vistos juntos. Em casa. Na boate. Na escola. No trabalho. Na vida”, em parceria com o Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde. Essa data marca um mês de luta e orgulho por mudanças estruturais em espaços públicos e privados, visando à inclusão e a ações de equidade de gênero para as pessoas trans e travestis, que enfrentam um longo período de desigualdades sociais.  

Nesse cenário, o preconceito e os estigmas se configuram como obstáculos significativos para a plena participação dessas pessoas em espaços formais, abrangendo desde as instituições educacionais básicas até os ambientes de trabalho. Os estigmas associados a essa comunidade – no contexto do emprego formal – representam um desafio complexo, refletindo a persistência de preconceitos fundamentados em concepções culturais equivocadas que questionam sua capacidade de desempenhar funções profissionais com eficácia, e até mesmo de ocupar cargos de liderança em grandes organizações.

Essa realidade destaca a urgência de abordagens inclusivas e de conscientização, reforçando a importância de iniciativas como Letramentos de Diversidade, Equidade e Inclusão – que buscam promover transformações sociais e estruturais em direção à verdadeira igualdade de gênero e à aceitação plena da diversidade dentro das organizações.

Mês da Visibilidade Trans é uma oportunidade para as empresas refletirem sobre o seu papel na construção de um mundo mais justo e igualitário para todas as pessoas, independentemente da identidade de gênero, além de ser a oportunidade para mostrarem que fazem diferente; que são as lideranças que vão impulsionar o mercado a se adaptar a esta nova realidade na qual a ética e a responsabilidade social são diferenciais competitivos.

A inovadora social Judá Nunes é licenciada em Teatro pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Especialista em Educação para Inclusão da Diversidade, analista de ESG e reconhecida como LinkedIn Top Voices Orgulho, tem atuado como educadora, gestora de projetos, comunicadora, escritora, palestrante e consultora; a especialista se destaca como mentora de um novo tempo, oferecendo insights sobre a dinâmica da diversidade no século XXI. Desde 2016, seus estudos em gênero, educação, movimentos sociais, trabalho e transformação humana culminaram no desenvolvimento de uma metodologia exclusiva e crítico-analítica para a formação de executivos na educação corporativa e para a gestão de projetos de impacto social, com foco em DEI. Sua paixão pela promoção da inclusão reflete-se em sua missão de comunicar e impactar positivamente, eliminando barreiras e conscientizando sobre vieses.

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