Opinião

Desafios para profissionais de tecnologia no cenário da pandemia

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*Texto adaptado de entrevista concedida ao jornal Correio da Bahia

As tendências para o futuro do trabalho, segundo alguns especialistas, foram aceleradas a partir do contexto de pandemia e isolamento. Inserindo em nosso cotidiano diversos hábitos de trabalho, o que ao mesmo tempo podemos considerar uma oportunidade para os profissionais, como também, um risco para os que não se adaptarem.

Um bom exemplo é o trabalho remoto (à distância, home office etc.) e assíncrono (trabalho não imediato, quando as equipes trabalham em horários diferentes), que são processos que já existiam em baixa escala nas empresas, porém foram acentuados/impulsionados pelo contexto da pandemia. Ambos compõem o processo da chamada transformação digital nas empresas.

Para os profissionais de tecnologia, assim como de outras áreas, se abre a possibilidade de trabalhar remotamente em qualquer lugar do país, e caso fale outros idiomas, do mundo, o que amplia também as possibilidades de contratação, desenvolvimento e de perspectivas de salários em outras moedas. Entretanto, exige uma postura adaptada destes profissionais em termos de atualização constante, flexibilidade e desenvolvimento de habilidades para trabalhar em um cenário complexo.

O mais indicado é um bom balanceamento do que chamamos de hard and soft skills, ou seja, respectivamente competências técnicas (comprovadas em diplomas, cursos etc.) e competências emocionais, fundamentais em um contexto em que a autonomia, a autogestão e saber lidar com pressão se tornam habilidades cada dia mais desejáveis. Um outro ponto, é a construção de um perfil profissional T-SHAPPED (ou, em formato de T, em tradução livre), um conjunto de competências desenvolvidas por um profissional, abarcando tanto a perspectiva generalista, quanto especialista.

O método, visualmente ilustrado pela letra “T”, indica e condensa como “generalista” habilidades gerais de domínio deste profissional, no qual possui um conhecimento geral/superficial ou intermediário. Já o “especialista” são áreas que este profissional conhece de modo mais aprofundado. Esse modelo de profissional possui um perfil multidisciplinar, podendo compor diversos tipos de equipes e projetos, sendo valorizado por suas capacidades criativas nas entregas.

Quando falamos de profissionais de tecnologia, esse perfil se torna crucial, já que, devem ter um perfil mais antenado a tendências, resolução de problemas, inovação, gerenciamento de projetos, dentre outros. Até mesmo por conta das transformações sociais e tecnológicas que trazem constantemente novos desafios para as empresas, que por conseguinte, exigem uma maior habilidade dos profissionais na resolução de problemas.

Para isso, novamente, é preciso que os (as) profissionais tenham “atualização profissional constante” não apenas enquanto uma prática, e sim, uma mentalidade.

Tamila dos Santos é Assistente Social (UFBA), Especialista em Gestão Social (Instituto Amani) e Mestranda em Design (CESAR). Trabalha com diversidade, inovação e liderança há 10 anos. É fundadora e CEO da AFROIMPACTO, uma Escola Online de Afroempreendedorismo que impulsiona pessoas e negócios pretos.

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