Em 20 anos, empreendedorismo social impactou mais de 600 milhões de pessoas, segundo Fundação Schwab

27 de janeiro de 2020

Por Impacta Nordeste
Com informações de Schwab Foundation e ECOA


No último dia 17 de janeiro, a Fundação Schwab, plataforma global que promove e apoia modelos de negócios sociais inovadores, divulgou durante Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o relatório “Duas Décadas de Impacto: Fundação Schwab Para o Empreendedorismo Social”, sobre os resultados do empreendedorismo social pelo mundo.

O relatório trouxe uma análise do trabalho de grupos ligados a Fundação nos últimos 20 anos em 190 países. A avaliação considerou números de organizações voltadas a soluções ecológicas, atividades econômicas, educação, geração de empregos, acesso à energia, inclusão financeira, saúde, habitação, direito à terra, inclusão social e tecnologia. Ao todo, 622 milhões de pessoas foram impactadas em todo o mundo.

Confira alguns destaques do relatório:

  • U$ 6,7 bilhões foram distribuídos em serviços e produtos ligados ao empreendedorismo social
  • Mais de 192 milhões de toneladas de CO2 emitidas na natureza foram reduzidos
  • Ampliação do acesso à energia elétrica para mais de 100 milhões de pessoas 
  • O setor de educação foi o que mais gerou impacto. Mais de 226 milhões de pessoas conseguiram auxílio educacional através de programas desenvolvidos por empreendedores sociais
  • Em 2° lugar ficou o direito à terra, gerando o impacto em 180 milhões de pessoas, tanto pela promoção direta ao acesso à terra quanto na elaboração de políticas públicas.
  • O setor tecnológico ocupou o 3° lugar, contribuindo para a melhoria de vida de 526 mil pessoas por meio de educação tecnológica.

O documento trouxe ainda os 10 países que possuem mais projetos ativos na esfera do empreendedorismo social. São eles: Índia, Etiópia, Quênia, México, Nigéria, África do Sul, Tanzânia, Uganda, Estados Unidos e Brasil.

A presença do Brasil na lista não é mera surpresa. Segundo Rachel Añol, diretora de alianças da ponteAponte, empresa que investe na implantação de projetos por meio de conexões entre companhias e organizações sociais, em entrevista para o portal ECOA/UOL, o Brasil é um terreno fértil para quem deseja ingressar no universo do empreendedorismo social, especialmente por empresas estrangeiras, que estão começando a investir com mais afinco neste segmento. “É um país com muitos problemas no campo socioambiental, mas, especialmente, nos anos 1990, uma onda de pessoas começou a aparecer apresentando propostas para solucionar estes problemas.”, diz ela.

Rachel explica que essa abertura aconteceu após a Conferência das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente, conhecida como Eco-92, no Rio de Janeiro. Em junho de 1992, delegações de 175 países e diversas organizações não-governamentais estiveram presentes no evento.

“Nesse momento, as pessoas e iniciativas que realizavam trabalhos ligados ao, como chamamos hoje, empreendedorismo social, se tornam protagonistas. Nós já tínhamos um grupo de pessoas nessas organizações, especialmente as voltadas para questões ambientais, que passaram a ter ainda mais uma visão de cidadania e da necessidade de propor soluções.”, afirma ela.

Para Klaus Schawab, fundador e presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, os números apresentados no relatório vão servir para eliminar a ideia de que os projetos de inovação social de sucesso são considerados casos isolados. “Empreendedores sociais são pioneiros em abordagens mais sustentáveis e inclusivas para modelos de negócios. Essas pessoas têm provado como empregados, clientes, fornecedores, a comunidade e o meio ambiente podem ser beneficiados quando todas as partes interessadas estão envolvidos na criação de valores socioeconômicos.”, comenta Klaus.

François Bonnici, chefe da Fundação Schwab, diz que o empreendedorismo social demonstra modelos de trabalho alternativos para enfrentar os atuais desafios críticos do nosso planeta. “Na era fascinante de nosso propósito comum acordado com rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, reconhecemos que essa comunidade – como expressão organizacional da inovação social – tem muito a oferecer, em razão do caráter catalisador que essas abordagens já estão mostrando.”, afirma.

Clique aqui para baixar o relatório.

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