Opinião

Não podemos nos cansar

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Está todo mundo cansado: cansado de notícia ruim; cansado de desmandos e irresponsabilidades políticas; cansado de usar máscara; cansado do distanciamento social; cansado de mudanças e cansado de estar cansado. 

Se na primeira onda da pandemia, o medo e o estranhamento pela mudança e pelo caos repentinos ditavam o tom das conversas e dos lamentos; na segunda onda é o cansaço que predomina. De algumas coisas estamos autorizados a nos cansar, por exemplo: podemos nos cansar dos recordes negativos que o país tem batido.

Também estamos autorizados a nos cansar da falta de espírito coletivo e de união em uma crise. E devemos nos cansar da falta de líderes políticos no Brasil. Porém, há uma coisa que não podemos cansar e nem nos acostumar: a escassez na vida dos outros brasileiros. Em crescimento e com previsão de piorar, a pobreza e a falta de comida no dia e noite de milhões de brasileiros não devem contar com o nosso cansaço.

Trata-se de uma questão urgente, emergencial que, diante de uma nuvem de outros problemas que atravessamos nesse vôo ainda sem destino, parece ficar em um segundo plano do nosso radar. Mas não deveria. 

Assim, muitas pessoas próximas a você ainda podem se beneficiar da sua generosidade no ato de doar – seja atenção, tempo, dinheiro ou comida – para uma (ou muitas) pessoas, comunidades, causas, ações, projetos e/ou organizações, por mais que você já tenha doado ao longo desses últimos doze meses de pandemia. Na segunda onda da pandemia, que não cansemos de doar.

Gabriel Cardoso. Gerente executivo do Instituto Sabin. Mestre em Educação; 21st Century Educator (TAMK – Finlândia); especialista em Economia Brasileira para Negócios (USP); especialista-docente em Gestão de Projetos; e bacharel em Administração. Docente no Centro Universitário UDF, conselheiro no Programa Academia ICE, no The Enactus Global Faculty Research Network e no AshokaU Exchange Agenda Council. Autor dos livros ‘Mude, você, o mundo: manual de empreendedorismo social’ e ‘Empreendedorismo social e políticas públicas na educação’.

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