Opinião

O PRÉ-PÓS-PANDEMIA: AGORA VAI!

2 mins de leitura

Por Saville Alves

Quando a pandemia da covid-19 começou, estava iniciando uma subida da maior montanha-russa profissional. A SOLOS, empresa que sou cofundadora, tinha acabado de realizar o carnaval mais sustentável do Brasil. Isso significou não apenas recordes de coleta de recicláveis e renda gerada para catadores, mas a experiência de gerenciar uma equipe de centenas de pessoas, aprender a lidar com grande orçamentos, e conciliar interesses de atores poderosos. Sentia que, dali em diante, o crescimento era garantido e exponencial.

Mas veio a pandemia.

As prioridades e perspectivas mudaram. A nossa expectativa era de que em 3 a 6 meses a gente conseguiria voltar e conseguiríamos sobreviver bem, enquanto negócio, e que o foco deveria ser o emergencial. Eu achei então que a subida da montanha-russa tinha dado uma parada e não que estivéssemos à beira do primeiro looping.

Errei.

Apesar do nosso crescimento ter continuado, a escala e proporção, para quem tinha acabado de fazer um dos maiores projetos possíveis, foram ínfimas. No início, eu pensei que era exatamente este o crescimento possível, que estávamos indo bem. Mas você nunca sabe o que é possível, até acontecer, e aí se dá conta dos fatores que fizeram chegar lá.

Agora vai.

O último trimestre de 2021, com boa vacinação, quedas nas contaminações e mortes devido à covid, tem já se comportado de maneira diferente e traz boas perspectivas, que esperamos que se revelem numa retomada de inclusão social e combate às políticas ineficientes que infelizmente o Brasil tem vivido neste (des)governo.

Saville e Tico, liderança da Cooperativa de reciclagem Cooperaguary, que durante a pandemia conseguiu receber mais de R$ 150 mil com as ações realizadas em conjunto. (Foto: Arquivo Solos)

Nessa reta final de ano, a SOLOS se tornou uma empresa de atuação nacional. O Braskem Recicla ganhou mais uma edição, que desta vez, acontecerá na capital dos gaúchos, Porto Alegre. Estamos muito animados com a oportunidade de praticar a economia circular. Contamos com a participação da cooperativa de reciclagem gaúcha Chocolatão, liderada por um forte time de mulheres, o apoio da Prefeitura de Porto Alegre, do Sinplast e do Departamento Municipal de Limpeza Urbana de Porto Alegre.

Junto comigo, com certeza diversos outros empreendedores e negócios estão sentindo os primeiros efeitos positivos do pré-pós-pandemia. E faz-se mais urgente que negócios e negócios de impacto, que além de movimentarem a economia, como mais um ator econômico, também consigam priorizar os acessos (aos direitos básicos, conhecimento, dinheiro) e melhoria da qualidade de vida das pessoas.

2022 promete!

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