CausasOrganizações

Dia Internacional da Mulher: 7 organizações que trabalham para o empoderamento feminino

4 mins de leitura

O Dia Internacional da Mulher é celebrado no dia 8 de março e foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, sendo comemorado desde o início do século 20. Em alguns países a data é considerada feriado nacional, para lembrar a luta das mulheres por direitos iguais.

Apesar dos muitos avanços, ainda há um longo caminho para as mulheres na busca de dignidade, respeito e igualdade. A violência contra a mulher é uma das principais formas de violação de Direitos Humanos hoje no mundo. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) divulgou, neste último domingo (7), que em 2020, foram mais de 105 mil denúncias de violência contra a mulher nos canais Ligue 180 e Disque 100. O número corresponde a cerca de 12 denúncias por hora. Do total de registros, 72% (75,7 mil denúncias) são referentes à violência doméstica e familiar contra a mulher.

De acordo com a Lei Maria da Penha, Lei nº 11.340/2006, são cinco os tipos de violência contra a mulher: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. Essas formas de agressão são complexas, perversas, não ocorrem isoladas umas das outras e têm graves consequências para a mulher. Qualquer uma delas constitui ato de violação dos direitos humanos e deve ser denunciada.

No Brasil existem organizações especializadas em acolher, orientar e principalmente, apoiar essas mulheres a terem uma vida digna longe da violência. Algumas instituições atuam na conscientização, enquanto outras voltam seus esforços para a promoção da igualdade de gênero. Confira algumas dessas organizações no Nordeste e no Brasil:

Tamo Juntas

A Tamo Juntas é uma organização social baiana composta por mulheres que prestam assessoria gratuita a mulheres em situação de violência.  Ela é composta por diversas profissionais que atuam de forma voluntária em todas as regiões do país, na orientação, acompanhamento e acolhimento de mulheres em situação de violência e vulnerabilidade social.

A ONG também promove eventos, cursos, rodas de diálogo com objetivo de promover espaços educativos e de maior conscientização para equidade de gênero e direitos humanos das meninas e mulheres. A Tamo Juntas está fundamentada em princípios, posturas e práticas na perspectiva feminista, antirracista, anticapitalista, anti-LGBTQIfóbica.

Mete a Colher

A startup Mete a Colher utiliza da tecnologia como aliada no combate à violência contra as mulheres. Nascida em 2016, em Recife, tem como missão desmistificar o ditado “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, criando uma rede de apoio que ajuda mulheres a saírem de relacionamentos abusivos, enfrentando uma realidade cada vez mais segura e igualitária.

O Mete a Colher teve sua iniciativa reconhecida ficando entre os oito melhores projetos nacionais de inovação tecnológica na ImagineCup, a Copa do Mundo da Computação, promovida pela Microsoft, em 2017.  No final do mesmo ano, ganhou o prêmio de melhor startup de Impacto Social do Brasil, pela Associação Brasileira de Startup (ABS).

Casa da Mulher do Nordeste

A Casa da Mulher do Nordeste é uma organização não governamental feminista que há 40 anos contribui para a igualdade de gênero. Sediada em Recife, e com um escritório em Afogados da Ingazeira, Sertão do Pajeú, tem como missão fortalecer a autonomia econômica e política das mulheres, afirmando a agroecologia com base no feminismo e na igualdade racial.

Conta com o apoio de diversos organismos estrangeiros como: Liderando Mulheres Del Sur, Fundo de Mulheres Del Sur, OAK Foundation,  ActionAid, entre outros.

Centro de Mulheres Urbanas e Rurais de Lagoa do Carro e Carpina (CEMUR)

Fundado 2005, o CEMUR fica localizado no município de Lagoa do Carro, na Zona da Mata de Pernambuco, e tem como objetivo desenvolver ações no campo da saúde, cidadania, direitos humanos das mulheres, feminismo, gênero, raça, etnia, cultura  e profissionalização contribuindo para a ampliação da plena cidadania das mulheres.

Tem como missão sensibilizar as mulheres quanto aos seus direitos, assegurando-lhes maior participação na sociedade, realizando cursos, seminários, palestras e debates voltados para as questões de gênero, raça e etnia. Também incentiva a autonomia financeira das mulheres com o beneficiamento de alimentos para a merenda escolar, com melhoria e dignidade da vida para as mesmas.

Artemis

Da cidade de São Paulo, a Artemis é uma organização comprometida com a promoção da autonomia feminina e prevenção e erradicação de todas as formas de violência contra as mulheres, através da garantia de seus direitos e implantação de políticas e serviços que assegurem a mudança efetiva do cenário atual, em direção a uma sociedade mais justa e igualitária.

Tem como missão fomentar, difundir, apoiar e incentivar a autonomia da mulher em cada etapa de sua vida, compreendendo que esta autonomia só é possível em uma sociedade que preconiza e respeita o direito à integridade física e psicológica, bem como acesso amplo e igualitário ao trabalho, educação, saúde, informação, conhecimento e cultura.

Associação Fala Mulher

A ONG paulista Associação Fala Mulher auxilia mulheres em situação de violência na cidade. Atua na defesa e garantia dos direitos humanos, com especialidade no enfrentamento à violência contra a mulher.

Além de oferecer auxílio jurídico, conta com psicólogos, assistentes sociais e educadores que dão apoio e viabilizam abrigos sigilosos para a proteção da vítima e de filhos que correm risco de morte.

Mapa do Acolhimento

Também de São Paulo, o Mapa do Acolhimento é uma rede de solidariedade que conecta mulheres que sofrem ou sofreram violência de gênero a psicólogas e advogadas dispostas a ajudá-las de forma voluntária. Com atuação em todo o país, as terapeutas, advogadas e voluntárias de outras áreas podem se inscrever pelo site do projeto para oferecer serviços gratuitamente em sua cidade.

Além do apoio de terapia e jurídico, o mapa também mostra onde ficam os serviços públicos disponíveis em cada cidade para atendimento de vítimas de violência sexual.

Assine nossa neswletter