Estudantes da Bahia vencem torneio internacional NASA Space Apps Challenge

4 de fevereiro de 2020

Por Impacta Nordeste
Com informações do Jornal Correio
Foto: Marina Silva/Correio


Há alguns meses o Impacta Nordeste divulgou o evento “NASA Space Apps Challenge”, uma competição internacional realizada simultaneamente em várias cidades do mundo, e que no dia 18 e 19 de outubro de 2019 aconteceria em Salvador e Feira de Santana, na Bahia.

Nele, os participantes receberam desafios reais desenvolvidos pela Agência Espacial Americana e, para solucionar as questões, tiveram acesso a dados da NASA. Todos com o mesmo objetivo: RESOLVER PROBLEMAS DA TERRA E DO ESPAÇO.

Meses depois, um dispositivo que remove resíduos plásticos dos oceanos, projeto desenvolvido por um grupo de estudantes baianos foi o grande vencedor do maior hackathon do mundo! O resultado foi divulgado no dia 22 de janeiro, pela Agência Espacial Americana (NASA), após uma disputa entre 2 mil projetos de todo o mundo.

A equipe Cafeína integrada por Ramon de Almeida, de 22 anos, estudante do curso de Engenharia Química, Antônio Rocha, de 18 anos, Pedro Dantas, 19 anos, Genilson Brito, de 18 anos, estudantes de Administração, e Thiago Brito, de 23 anos, estudante da Análise e Desenvolvimento de Sistemas, criaram o Ocean Ride, equipamento que funciona como uma espécie de imã à ser acoplado em embarcações como cruzeiros, navios cargueiros e plataformas de petróleo para recolher partículas de plásticos existentes no oceano.

Pedro, Genilson e Antônio são estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e durante uma aula da disciplina Informática aplicada à Administração, foram desafiados pela própria professora, Isabel Sartori, a se aprofundarem mais no conteúdo visto em sala de aula e a se envolverem em projetos de inovação.

“A professora perguntou se queríamos apenas a aprender o básico ou ir além, e nos desafiou a participar de hackathons como uma das formas possíveis de avaliação. Depois ela convidou a Leka (representante oficial da Nasa Space na Bahia) para apresentar hackathon da Nasa para a turma. Foi então que ficamos com vontade de nos inscrevermos.”, diz Pedro.

Segundo Isabel, a iniciativa faz parte de um projeto de extensão da Escola de Administração da UFBA. “Esse é um trabalho que a gente vem fazendo, de ter professores que têm uma relação mais motivacional com os alunos do início do curso, estimular as características empreendedoras e relacionadas com a tecnologia.”

Genilson, um dos membros da equipe Cafeína, diz ainda que nem ele e seus colegas de equipe sabiam muito do que se tratava o evento até chegarem lá. “Não sabíamos nem que os possíveis temas já tinham sido divulgados. Encontramos várias equipes já formadas, com ideias prontas, enquanto que nem equipe completa a gente tinha. Fizemos tudo nos três dias de evento.”, comenta.

Foi então que os amigos conheceram Ramon e Thiago, alunos da Universidade Católica do Salvador (UCSAL). Ao final do primeiro dia de evento, o grupo já tinha o protótipo do Ocean Ride, e o próximo passo seria agora como colocá-lo em prática. No dia seguinte, a equipe inteira esteve os dois dias restantes do evento totalmente imersos no desenvolvimento do dispositivo.

Os jovens conseguiram estruturar sua idéia e, em seguida, apresentaram o projeto em um pitch para uma banca formada por cinco jurados. Após vencerem a etapa baiana, os meninos apresentaram um vídeo de animação de 30 segundos em inglês para as equipes da Nasa.

Com a vitória, o grupo vai conhecer o Nasa Kennedy Space Center, na Flórida, nos Estados Unidos, local onde acontecem os lançamentos de foguetes, para fazer a apresentação do projeto para os engenheiros da Agência Aeroespacial Americana. Além da turma baiana, uma equipe de São Paulo também está entre os seis vencedores do evento mundial.

Leka Hattori comemorou a vitória histórica dos jovens baianos. “Um projeto brasileiro, baiano, estar entre as trinta melhores ideias de inovação do mundo já é de se comemorar. A Bahia pode ser um Vale do Silício, mesmo com as adversidades e limitações do recurso, os olhos do mundo viraram para Salvador. É muito bom proporcionar isso para estas mentes brilhantes que a Bahia tem. O projeto não é apenas um case de um projeto que já chegou pronto e com uma ideia boa. Foi um projeto construído desde a base, da divulgação do evento.”, comenta.

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