Iniciativas do NE são os grandes vencedores do 1° Sapientia – Olimpíada do Futuro; conheça os projetos!

20 de novembro de 2019

Por Impacta Nordeste


No último sábado (16), aconteceu a final da 1° edição da Sapientia – Olimpíada do Futuro, em São Paulo. Três projetos do Nordeste foram os grandes vencedores da competição; dois para o município de Mossoró, RN.  

A Equipe Biotinga comandada pela estudante Francisca Hellen, de 18 anos, aluna do 3° ano do SESI Mossoró, desenvolveu um canudo biodegradável e comestível feito com restos de plantas nativas da região, como uma alternativa de combater o acúmulo de plástico nos oceanos.

“O canudo é comestível e biodegradável. Tem de menta, uva, maracujá, morango, baunilha e de chiclete”, explica Francisca Hellen, em entrevista para o Fantástico no último domingo (17).

Segundo a equipe, a inspiração para a criação do canudo veio do livro Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, best-seller lançado em 2014, escrito pelo professor de História israelense Yuval Noah Harari. No livro, o autor repassa o surgimento da humanidade focada nas três principais revoluções vividas pelo homo sapiens – a Cognitiva, Agrícola e Científica.

A Olimpíada do Futuro é uma iniciativa do Instituto Vertere, organização que está há mais de 20 anos promovendo as Olimpíadas do Conhecimento no Brasil. Segundo o Instituto, o intuito da Olimpíada do Futuro é despertar nos estudantes o pensamento crítico, a criatividade e o senso prático utilizando as disciplinas clássicas estudadas em sala de aula em conjunto com conceitos sobre Economia, Sustentabilidade, Linguística e Direito, alinhadas com as propostas que compõem a Agenda 2030, desafiando os alunos a buscarem soluções eficientes para diversos problemas sociais.

Conheça mais sobre os projetos vencedores da Olimpíada do Futuro!

1° lugar: Sustentabilidade: está na ponta da língua – Equipe Biotinga (Mossoró – RN)

Proposta: reduzir a quantidade de plástico descartado na natureza através da criação de canudo biodegradável tendo como base algumas espécies de plantas nativas da região, como licuri, carnaúba, sisal e mandioca. Dessas plantas serão extraídas a cera que será utilizada na criação do polímero que formará o canudo.

2° lugar: Abelha sem ferrão, adoçando a educação – Equipe Melíponas da Mata Branca (Mossoró – RN)

Proposta: conscientizar a população sobre a importância da preservação de abelhas da espécie Melípona subnitida, popularmente conhecida como Jandaíra, através de cartilhas educativas e produções artísticas feitas por autores potiguares. Já na parte prática, as escolas participantes do programa vão receber hortas consorciadas com colméias, onde os alunos irão aprender mais sobre o cultivo e as propriedades medicinais existentes no mel produzido pela Jandaíra.

3° lugar: Lixo em Produção? Ciência em ação! –  Equipe Cardtive (Fortaleza – CE)

Proposta: produzir kits experimentais de física, química e robótica por meio da reciclagem do lixo eletrônico. Cada kit vem acompanhado de uma cartilha de estudos para alunos e professores com informações sobre o material utilizado para confecção do kit e sugestões de experimentos. A ideia é educar os estudantes sobre a importância do descarte adequado e da reciclagem deste itens.