Com investimento total de mais de 10 milhões desde a sua fundação, instituição se consolida como referência na transformação da cadeia têxtil no Nordeste.
O Instituto Riachuelo celebou em 16 de maio seus cinco anos de fundação, consolidando-se como uma plataforma estratégica de desenvolvimento regional, impacto positivo e transformação na moda brasileira. Com um aporte representativo de R$8 milhões para 2026, sendo R$ 5 milhões aplicados diretamente em projetos prioritários, a instituição vem transformando a realidade socioeconômica do Rio Grande do Norte e preparando o terreno para a construção de uma moda verdadeiramente regenerativa, tanto do ponto de vista social, quanto ambiental.
Ao longo desta trajetória, o Instituto transcendeu o papel de financiador para se tornar um ecossistema vivo de transformação, utilizando a verticalização da Riachuelo como ponte direta entre agricultores, costureiras e bordadeiras da região com clientes espalhados pelo país. Essa engrenagem garante que cada etapa da moda gere impacto socioeconômico, o que se traduz na força do Pró-Sertão, programa de desenvolvimento da cadeia de confecção no interior do Rio Grande do Norte. Em 2025, a iniciativa foi o motor de mais de 2.800 postos de trabalho formais, fortalecendo a economia de 29 municípios através de 94 oficinas de costura parceiras, que faturaram mais de R$ 118 milhões de reais em serviços de costura para a Guararapes, fábrica própria da Riachuelo. Nos últimos 5 anos foram injetados R$500 mil na economia local através deste projeto.
“Nossa jornada nestes cinco anos confirmou que o talento e a resiliência do povo sertanejo são motores potentes de transformação; o que nos cabe é oferecer a oportunidade e a estrutura para que esse potencial floresça”, destaca Renata Fonseca, Gerente do Instituto Riachuelo. “Ao integrarmos toda a cadeia, do plantio do algodão ao chão de fábrica, provamos que a moda pode e deve ser um vetor de regeneração da Caatinga e de dignidade humana”.
Já a agenda socioambiental ganha materialidade com o programa Agro-Sertão, que desde 2021 recebeu mais de R$2 milhões em investimentos diretos do Instituto, impactando mais de 240 agricultores e promoveu a regeneração de 270 hectares da Caatinga. A iniciativa resgatou a cultura do algodão agroecológico sob um modelo regenerativo, resultando na colheita de 169 toneladas em rama.
Em 2025, esse esforço resultou no lançamento de 70 mil camisetas feitas 100% com o algodão agroecológico e com tingimento natural proveniente tanto da economia circular de resíduos agrícolas quanto de planta nativa.
A iniciativa de aumentar a participação de insumos naturais, regenerativos e circulares, é considerada estratégica na agenda climática da Riachuelo, que conta com o Instituto como plataforma para escalar o algodão agroecológico e tingimentos de base biológica de espécies nativas, processo que reduziu em 46% as emissões de gases de efeito estufa e otimizou o consumo de água, reforçando o compromisso com a sustentabilidade climática.
Parte fundamental dessa inovação está no Projeto Anileira, que viabiliza a extração do corante azul a partir de diversas espécies da planta. Realizada em parceria com a Química Inteligente, o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e a FINEP, a iniciativa já soma um investimento de R$1,4 milhão. Com 1,7 hectare cultivado e 362 kg de pigmentos produzidos, o projeto visa se aperfeiçoar ao longo dos próximos anos e gerar impacto para mais pessoas.
O olhar de regeneração econômica e social do Instituto também abarca a regeneração cultural. Por meio de parcerias com a Rede Asta e o Sebrae-RN, mais de R$ 875 mil foram investidos na capacitação e na valorização do bordado, rendas, crochês e outras tipologias artesanais locais, beneficiando centenas de artesãs. Faz parte da estratégia de valorização do trabalho manual, eleva-lo ao estado da arte, levando-o para vitrines globais e grandes eventos. Por meio da Riachuelo, o Bordado de Timbaúba dos Batistas, por exemplo, pôde chegar até os desfiles da Misci, de Airon Martin e de Helô Rocha no Rio Fashion Week, assim como vestir Camila Pitanga, João Gomes, além do Time Brasil nas Olimpíadas de 2024. A valorização do capital humano também é um pilar central.
Outra frente importante na atuação do Instituto é a de educação e formação para a cadeia de costura. Em 2025, houve investimento para a montagem do módulo avançado da escola de costura da fábrica Guararapes, por onde se formaram mais de 600 profissionais, dos quais 86% garantiram inserção direta na operação da fábrica.
Tudo isso é viabilizado pelo modelo de geração de renda do Instituto que opera 3 bazares solidários em suas unidades de Natal e Guarulhos, transformando excedentes da produção em renda para seus projetos. Apenas em 2025, mais de 508 mil peças foram vendidas, um crescimento de 78% em volume e 82% em faturamento na comparação com o ano anterior. A iniciativa também se alinha aos princípios da economia circular ao promover nova vida para peças de vestuário.
Olhando para o futuro, o Instituto segue firme na sua missão de geração de impacto socioeconômico, aprofundando seus projetos e parcerias com órgãos públicos.






