Três organizações sociais do Nordeste são finalistas do prêmio UBS Visionaris 2020

4 de agosto de 2020

Por Impacta Nordeste
Com informação de Prêmio UBS Visionaris (Divulgação)


Em 2004, o UBS, uma das empresas financeiras líderes no mundo, instituiu o “Visionaris – Prêmio UBS ao Empreendedor Social” como parte de seu compromisso de responsabilidade social em colaboração com a organização internacional Ashoka. Em sua décima primeira edição no Brasil, a iniciativa busca apoiar a promoção do desenvolvimento social de uma maneira profissional e eficaz.

Segundo a empresa, o Visionaris tem o objetivo de atuar como intermediário entre ideias e capital: enquanto esses visionários (os empreendedores sociais) expõem suas iniciativas, sua motivação, sua determinação e seu compromisso à serviço do mundo, o UBS pode oferecer apoio financeiro, colocá-los em contato com filantropos locais e internacionais e contribuir para a disseminação de seus respectivos trabalho. Desde de 2004, foram US$ 440 mil em premiações para 44 finalistas e mais de 780 instituições participantes.

O tema do prêmio Visionaris 2020 é “Construindo um futuro sustentavel”. A UBS entende que para o cumprimento das 17 Metas e 169 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU é necessário alcançar não só a participação dos governos nacionais, mas também do setor empresarial, fundações filantrópicas e sociedade civil em geral.

Nessa perspectiva, o Visionaris 2020 busca identificar os empreendedores que procuram realinhar relações, funções, incentivos e motivações que giram em torno de um problema social, para que toda uma comunidade possa experimentar melhorias substanciais e sustentadas em suas vidas. Para isso, eles buscam envolver comunidades locais, organizações sociais, governo e setor privado, entre outros, para trabalhar juntos, atingindo um impacto coletivo de escala que vai além do que cada ator poderia ter alcançado individualmente.

Os 4 finalistas para 2020 são:

  • Ana Lúcia Pedro Fontes – Instituto Rede Mulher Empreendedora – Saiba mais
  • Carlos Rodrigo Castro – Associação Caatinga – Saiba mais
  • Luis Eduardo Salvatore – Instituto Brasil Solidário – Saiba mais
  • Saulo Barretto – Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação – Saiba mais

Três dessas organizações são do Nordeste! Conheça mais sobre o trabalho delas.

Associação Caatinga

A Associação Caatinga (AC) atua na conservação da única floresta exclusivamente brasileira, ameaçada, e que concentra a maior biodiversidade entre as regiões semiáridas do mundo. O objetivo é promover a conservação das terras, florestas e águas do bioma Caatinga para garantir a permanência de todas as suas formas de vida.

A organização promove a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento de muitas famílias mediante a conservação de nascentes e outros corpos de água na região, além de implementar tecnologias sociais focadas no saneamento, captação e uso sustentável do recurso no semiárido, onde muitas pessoas são afetadas pelas secas e, na maioria dos casos, não têm acesso aos serviços básicos.

Essas ações são desenvolvidas em 40 comunidades do entorno da Reserva Natural Serra das Almas, que perpassa os estados do Piauí e Ceará, oferecendo-lhes alternativas sustentáveis que permitam a conservação do bioma e o desenvolvimento local sustentável. O perfil do público inclui agricultores familiares, mulheres, crianças, professores, assentados rurais e indígenas.

O Modelo Integrado de Conservação da Caatinga beneficia cerca de 3.630 famílias, protege mais de 36.000 hectares e evita a emissão de 800.000t de CO2 na atmosfera. Além disso a Associação Caatinga disseminou 1.244 tecnologias sustentáveis de convivência com o semiárido, permitindo às comunidades atendidas alcançarem melhores condições de vida. Mais de 100 mil pessoas foram impactadas indiretamente com ações de educação ambiental. A associação também apoia 30 pesquisas científicas e capacitou mais de 2.000 agricultores em práticas sustentáveis.

Instituto Brasil Solidário

O Instituto Brasil Solidário (IBS) trabalha há mais de 20 anos com projetos de desenvolvimento territorial, através de temas transversais abordados por meio de oficinas práticas de desenvolvimento cognitivo e competências socioemocionais, combinadas com ações de planejamento junto ao currículo escolar, a Base Nacional Comum Curricular e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Os programas do IBS possibilitam à comunidade agir com autonomia e multiplicar as ações vivenciadas em oito eixos principais divididos em educação ambiental, educação financeira, incentivo à leitura, saúde e prevenção, empreendedorismo, arte, educomunicação e cidadania.

Por meio de um conceito amplo, que mescla construção de espaços modelo, formação e melhorias na gestão escolar, as atividades são realizadas em rede, estimulando e incentivando variadas práticas pedagógicas em sala de aula, promovendo a incorporação das atividades em políticas públicas locais, influenciando aumentos significativos no IDEB. A metodologia desenvolvida pelo IBS busca fazer da escola um ponto chave de transformação social, promovendo a capacitação e empoderamento dos indivíduos, ampliando as oportunidades para todos alcançarem o desenvolvimento.

Em 2019, foram alcançadas diretamente 191.864 pessoas. Em seus 20 anos de atuação, mais de 4 milhões de pessoas foram impactadas, foram realizadas atividades em 180 municípios, 1.034 escolas com 18.222 educadores envolvidos.

IPTI

O Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inovação (IPTI) é uma instituição de ciência, tecnologia e inovação que desenvolve soluções integradas entre tecnologia e processos humanos. O IPTI constrói um modelo de promoção do desenvolvimento humano e sustentável, baseado na geração sistêmica e evolutiva de tecnologias sociais nas áreas de educação básica, educação empreendedora e saúde básica, tendo como laboratório global o município de Santa Luzia do Itanhy (SE), um dos municípios mais pobres do Brasil.

Cada tecnologia social tem três fases de desenvolvimento (eficácia, escalabilidade e sustentabilidade), buscando resolver um problema social local e que poderá ter sua “solução” replicada para outros municípios brasileiros. O público atendido são crianças e adolescentes que moram em regiões de extrema pobreza, especialmente em municípios pequenos e remotos. O trabalho do IPTI visa à construção de tecnologias sociais gerando soluções que tornem mais eficazes os trabalhos e tomadas de decisão das secretarias de educação, saúde e assistência social dos municípios. A visão do IPTI é ser um centro de referências global em tecnologias sociais contribuindo solidamente para a Agenda 2030 e atuando com 16 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Um dos projetos da organização chamado Synapse melhorou a qualidade da alfabetização em mais de 150 escolas de 2 estados, beneficiando mais de 8.000 alunos e 400 professores, os quais se uniram em uma rede (www.rps.ong.br) para assegurar autonomia e continuidade do projeto. Já o projeto Arte Naturalista já proporcionou aulas de arte para 1.800 alunos, 4 alunos tornaram-se professores de arte nas escolas e gerou um empreendimento local, reconhecido nacionalmente.

Atualmente o IPTI tem 10 tecnologias em escalabilidade, das quais 6 já em fase de sustentabilidade, com replicações em 33 municípios de 6 estados brasileiros e 8 tecnologias em fase desenvolvimento.

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