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Iniciativa brasileira busca aliar IA, tecnologia e sustentabilidade para reduzir emissão de CO2 através de linhas de código

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O uso de códigos mortos, infraestruturas não otimizadas e metodologias ultrapassadas, demanda mais energia para sustentar data centers. Metodologia de Green Software criado a partir de inteligência artificial busca qualificar profissionais de tecnologia para modelo sustentável de programação.

Muito se engana quem acredita que um profissional atrás de um computador não está contribuindo para o efeito estufa ou pelas mudanças climáticas. Esse, inclusive, é um dos principais fatores que contribuem para que isso aconteça.  

O uso de códigos complexos, isto é, códigos mortos, infraestruturas não otimizadas e metodologias ultrapassadas, demanda mais energia e eletricidade, fazendo com que mais recursos naturais precisem ser disponibilizados para sustentar data centers. Dados indicam que cerca de 1% da energia consumida diariamente no mundo é usada em data centers – o equivalente ao consumo de energia da Austrália inteira em um único dia. 

Analisando as previsões de crescimento da tecnologia nos próximos anos, esse cenário não tende a diminuir. O futuro está sendo construído cada vez mais através de softwares e cabe a nós, desde já, buscarmos por soluções que reduzam essa dependência com eficiência e utilizem recursos naturais de forma inteligente. 

Green Code: desenvolvimento sustentável de software 

A DIO, startup brasileira, em parceria com a Fundação iamtheCODE, primeiro movimento liderado pela África para educação de ciência e tecnologia no mundo, está buscando conscientizar profissionais através de um código mais limpo e sustentável, conhecido como Green Code ou Green Software.
 
Desta parceria, nasceu o curso Green Software Development, um conteúdo criado a partir de um modelo exclusivo de inteligência artificial para educação desenvolvido pelo time de educadores da DIO. A metodologia possibilitou a redução de 500% de esforços e recursos computacionais, utilizando 5 vezes menos energia em sua produção, em relação aos métodos tradicionais de programação, afirma a empresa.

O curso foi lançado na última semana em Davos, na Suíça, durante a reunião anual do World Economic Forum, visando alcançar, conscientizar e unir profissionais da tecnologia pelo mundo todo em um movimento global de transformação. “O uso da inteligência artificial aplicada na educação nos permitiu quebrar barreiras continentais, escalar exponencialmente a produção de atividades educativas, principalmente em temas urgentes como o clima, e repensar como preparamos os estudantes de tecnologia para um futuro mais dinâmico e global, afirma o CEO Iglá Generoso.

Com adesão gratuita e disponível em 4 idiomas diferentes – português, inglês, espanhol e francês – o conteúdo é voltado para profissionais de tecnologia aprenderem a otimizar seus códigos com base nos princípios arquitetônicos da sustentabilidade com uma lógica e plataforma mais verdes e uma metodologia mais ecológica. A inscrição no curso Green Software Development é gratuita e está disponível em 2 idiomas clicando aqui. As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

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