Onde cabe a sua criatividade?

27 de agosto de 2020

Por Impacta Nordeste


A economia criativa tem conquistado cada vez mais adeptos e entusiastas. Nos últimos anos, mais e mais novos empreendedores estão interessados em pensar em oportunidades de negócios que fujam do óbvio, utilizando como matéria-prima aquilo que tem de melhor: seu talento e criatividade.

O trabalho desenvolvido na economia criativa é diferente do que costumamos ver nas empresas tradicionais, já que ideias inovadoras tendem a acompanhar as transformações do mundo: ao identificar novas necessidades do indivíduo, o empreendedor criativo começa a pensar em soluções que possam contribuir positivamente na vida das pessoas, além de muitas vezes envolver uma forma colaborativa de produção.

O setor criativo é um meio atrativo para quem deseja iniciar o próprio negócio. Através das novas tecnologias e a multidisciplinaridade do empreendedor, a economia criativa permite maior liberdade para criar e testar ideias que contemplam mais de um setor.

Sendo a indústria criativa tão versátil, como começar a empreender? Você, empreendedor criativo, sabe onde cabe a sua criatividade?

Para entender melhor sobre o tema, no artigo de hoje da nossa série especial sobre economia criativa, vamos mostrar quais são as quatro grandes áreas da economia criativa. Vale destacar que há diferentes formas de classificação das iniciativas. Aqui vamos adotar a classificação utilizada pelo Sebrae.

Consumo

No modelo de economia tradicional, a aquisição de bens ou serviços é a atividade econômica que, de fato, move a economia mundial. Consumo é quando utilizamos algum produto ou serviço para sua satisfação pessoal. Em resumo, o consumo é muito importante para movimentar a economia de um país: quanto maior nosso poder de compra, maior nosso consumo, e, consequentemente, mais dinheiro circulando.

Na economia criativa, o consumo compreende as atividades e serviços inseridas nos eixos Publicidade e Marketing, Arquitetura, Design e Moda.

No Nordeste, o setor de Moda é um dos mais ativos. Existem várias microempresas especializadas em confecções de roupas no modelo slow fashion (produção mais lenta e menor escala), onde, através das cores, bardados, tecidos e estampas especiais, é possível transmitir as características socioculturais da região. Já contamos a história da Costurando Saberes e da Nós Que Abraçam, empresas do Rio Grande do Norte que unem moda e impacto social.

Exemplos de negócios:

  • confecções de roupas, calçados e acessórios
  • cerâmicas
  • projetos voltados para conservação de edificações
  • paisagens e ambientações
  • projetos de design gráfico e multimídia, móveis e produtos
  • pesquisa de mercado
  • organização de eventos
  • criação de peças para divulgação de serviços.

Cultura

O setor cultural é um grande expoente da economia criativa. O Nordeste é um celeiro de diversos movimentos culturais que marcaram (e ainda marcam) época. O turismo, atividade econômica forte na região, engloba atividades que exaltam essas características, crenças e valores atrativos do Nordeste, movimentando toda uma cadeia produtiva de pessoas composta por muitos micro e pequenos empreendedores. Abordamos essa perspectiva no primeiro artigo dessa série especial.

O eixo de Cultura engloba Música, Expressões Culturais, Artes Visuais, Artes Cênicas, Patrimônio e Artes.

Exemplos de negócios:

  • artesanato
  • gastronomia
  • espetáculos teatrais
  • dança
  • ilustração
  • edição e mixagem de som
  • fotografia
  • iniciativas que tem como foco a preservação da cultura local.

Mídia

É cada vez maior o número de pessoas produzindo conteúdo autoral sobre assuntos variados para as plataformas digitais. Esse fenômeno pode ser parcialmente explicado pelas possibilidades abertas com as novas tecnologias que podem contemplar uma grande variedade de narrativas e representar diversas pessoas, grupos e pensamentos.

O empreendedor criativo do setor de mídia pode criar produtos que, por exemplo, fortaleçam a sua visão de mundo, propósito ou estilo de vida. Tudo dependerá do toque criativo de cada criador. Editorial, Games e Audiovisual formam a estrutura do setor de Mídia na economia criativa. Um grande exemplo do Nordeste é a Aoca Gamelab, que une criatividade, representatividade e tecnologia.

Exemplos de negócios: 

  • jogos eletrônicos
  • aplicativos
  • programação e transmissão de conteúdo no meio impresso/digital
  • livros, jornais, revistas e HQs.

Tecnologia

Startups e empresas de inovação são as que ditam as áreas de Pesquisa & Desenvolvimento, Biotecnologia e Tecnologia da Informação & Comunicação na economia criativa.

É a junção da criatividade com o domínio das novas tecnologias para desenvolver ideias que solucionem alguma dor e/ou ressignifique algum serviço/produto já existente.

Exemplos de negócios: 

  • desenvolvimento de sistemas e softwares
  • consultoria em TI e robótica
  • atividades laboratoriais
  • pesquisa em biologia
  • desenvolvimento experimental e pesquisa em geral.

O Sebrae quer impulsionar os criativos do Nordeste e mostrar o que a região tem de bom! É o seu caso? Então participe do Mapeamento Sebrae de Economia Criativa do Nordeste e concorra a premiação em dinheiro, capacitação e conexão na rede de economia criativa do Sebrae.

A iniciativa, realizada pelo Sebrae em parceria com o Impacta Nordeste e busca e seleção Pipe.Social, vai mapear e fomentar negócios de capital intelectual e cultural na Região Nordeste. Acesse www.impactanordeste.com.br/economiacriativa e participe!